ILPF  (Integração lavoura – pecuária – floresta) é uma modalidade de integração das finalidades em rotação, consórcio ou sucessão, na mesma área. Sendo utilizado na fase inicial de implantação do componente florestal ou em ciclos agrícolas anuais durante o desenvolvimento do sistema.

A integração lavoura, pecuária e floresta constituem uma estratégia que visa a produção sustentável, e busca efeitos sinérgicos entre os componentes do agroecossistema, contemplando a adequação ambiental, a valorização do homem e a viabilidade econômica. Os Sistemas de ILPF são formados por quatro modalidades: Lavoura-Pecuária, Lavoura-Floresta ou Sistema Silviagrícola; Pecuária-Floresta ou Sistema Silvipastoril; Lavoura-Pecuária-Floresta ou Sistema Agrossilvipastoril. Esses Sistemas fundamentam-se na intensificação do uso da terra em áreas cultivadas, na recuperação de pastagens degradadas, na diversificação de atividades na propriedade rural e no aumento da eficiência dos sistemas de produção, atendendo aos três pilares da sustentabilidade: ser economicamente viável, ambientalmente adequado e socialmente aceito. 

Na ILPF recomenda-se planejar a distribuição espacial das árvores na área, objetivando a sinergia e a menor interferência entre os componentes agrícola, pecuário e florestal. A distribuição espacial das árvores na área é também conhecida como arranjo de plantio e deve facilitar a adoção de práticas de conservação do solo e da água, favorecer o trânsito de máquinas nas entrelinhas, possibilitar o crescimento adequado das culturas intercalares e observar os aspectos comportamentais dos animais, em especial o seu deslocamento e o senso de manada.

O arranjo de plantio mais simples e eficaz é o de renques ou aleias, que é o plantio de árvores em fileiras únicas ou múltiplas com espaçamentos amplos entre si. Quando se deseja privilegiar a produção de madeira devem-se utilizar renques mais estreitos ou com maior número de linhas de árvores (mais árvores/ha); quando se dá preferência à produção de madeira de maior valor agregado (serraria) e à produção agrícola e pecuária utilizam-se renques mais largos, com menor número de linhas (menos árvores/ha).

Realiza-se o plantio das árvores em sentido leste-oeste nas áreas com topografia plana para permitir maior entrada de luz nos cultivos intercalares, nas áreas declines, opta-se por fazer o terraceamento e o plantio em nível visando a conservação do solo e da água. “O planejamento prevê a elaboração de um projeto, por um técnico capacitado, que necessitará fazer um diagnóstico da propriedade, por meio de uma visita técnica. O projeto deve conter todas as etapas de trabalho, desde o preparo da área até a colheita e a comercialização dos produtos, com as recomendações para implantação e condução do da ILPF, devendo contemplar as demandas de insumos, serviços e mão de obra, com um cronograma de atividades e de desembolso, a análise de viabilidade do empreendimento com o fluxo de caixa, além das avaliações periódicas de desempenho” (Ronaldo Trecenti).

Para os projetos de implantação da ILPF existe uma linha de crédito que o financia, trata-se do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono- ABC. O projeto deverá ser elaborado por técnico credenciado pelo agente financeiro e os custos de elaboração e de assistência técnica para a sua implantação podem ser inseridos no financiamento. 

Espera-se que com a adoção da ILPF em 4 milhões de hectares até 2030 o Brasil consiga cumprir as metas voluntárias de redução de emissão de GEE, assumidas em 2009, na COP 15, em Copenhague, e ratificadas e ampliadas em 2015, na COP 21, em Paris.

(Fonte : www.sif.org.br)

 

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