Para uma boa colheita, no ponto de vista econômico, não é só o solo bem lavrado que vai garantir o êxito, e sim, os elementos minerais suficientes para alimentar normalmente a planta. As muitas dificuldades ainda existentes para que o lavrador possa fazer um bom preparo do solo antes do plantio leva à improvisação que nem sempre dá bons resultados 

Uma análise da terra poderá revelar a sua riqueza em elementos químicos essenciais à vida vegetal. Para isso o agricultor efetuará análise da terra que informará qual a sua porcentagem em elementos úteis e aconselhará  a melhor adubação, dependendo do tipo de cultura a ser feita. A prática de rotação ensaia a policultura, muito vantajosa na parte econômica, já que o agricultor, mantendo em sua fazenda uma cultura principal e outras subsidiárias, estará protegido contra prejuízos inesperados.

A rotação de Culturas é uma técnica agrícola de conservação que visa diminuir a exaustão do solo.Isto é feito trocando as culturas a cada novo plantio de forma que as necessidades de adubação sejam diferentes a cada ciclo. Consiste em alternar espécies vegetais em uma mesma área agrícola. As espécies escolhidas devem ter, ao mesmo tempo, propósitos comercial e de recuperação de solo.

As vantagens da rotação de culturas são inúmeras. Além de proporcionar a produção diversificada de alimentos e outros produtos agrícolas, se adotada e conduzida de modo adequado e por um período suficientemente longo, essa prática melhora as características físicas, químicas e biológicas do solo; auxilia no controle de plantas daninhas, doenças e praga; repõe matéria orgânica e protege o solo da ação dos agentes climáticos e ajuda a viabilização do Sistema de Semeadura Direta e dos seus efeitos benéficos sobre a produção agropecuária e sobre o ambiente como um todo.

O manejo do solo se constitui de práticas simples e indispensáveis ao bom desenvolvimento das culturas e compreende um conjunto de técnicas que, utilizadas racionalmente, a curto prazo,podendo chegar à desertificação de áreas extensas. Nesse planejamento, é necessário considerar que não basta apenas estabelecer e conduzir a melhor sequência de culturas, dispondo-as nas diferentes glebas da propriedade. É necessário que o agricultor utilize todas as demais tecnologias à disposição, entre as quais destacam-se: técnicas específicas para controle de erosão; calagem, adubação; qualidade e tratamento de sementes, época e densidade de semeadura, cultivares adaptadas, controle de plantas daninhas, pragas e doenças.

Um esquema de rotação deve ter flexibilidade, de modo a atender as particularidades regionais e as perspectivas de comercialização dos produtos. Os objetivos de uma agricultura sustentável são o desenvolvimento de sistemas agrícolas que sejam produtivos, conservem os recursos naturais, protejam o ambiente e melhorem as condições de saúde e segurança a longo prazo. Neste sentido,as práticas culturais e de manejo, como a rotação de culturas, o plantio direto, e o manejo do solo conservacionista, são muitos aceitáveis pois, além de controlarem a erosão do solo e as perdas de nutrientes, mantêm e ou melhoram a produtividade do solo.

Além da preservação física e bioquímica dos solos, a rotação de culturas, ajuda a melhorar a reposição de matéria orgânica e facilita, em alguns casos, a adubação, além de promover uma maior variabilidade genética, tornando a agricultura em questão mais resistente a pragas. Outro fator de peso é o econômico, pois essa técnica contribui para uma maior oferta de produtos agrícolas no país. A área destinada à implantação dos sistemas de rotação deve ser dividida em tantas glebas, ou piquetes, quantos forem os anos de rotação. Após essa definição, estabelecer o processo de implantação sucessivamente, ano após ano, nos diferentes talhões previamente determinados. As proporções de culturas, dentro de uma determinada rotação, poderão ser alteradas em função das necessidades.

 

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Fontes:  Revista Rural Mundo Educação
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