Na notícia anterior sobre Soja, citamos o Sistema de Plantio Direto (SPD) como facilitador nas plantações para o agricultor.  O SPD foi introduzido no Brasil como Plantio Direto na Palha no início da década de 70 para auxiliar no controle da erosão. Com o passar dos anos ele evoluiu e passou a ser denominado como Sistema de Plantio Direto, reconhecido como um dos mais modernos sistemas de produção agrícola sustentável e utilizado em 50% das plantações de grãos brasileiros, sendo mais de 25 milhões de hectares, principalmente nas lavouras de soja, milho, trigo e arroz (a soja é a cultura com maior incidência deste sistema), apresentando tendência a aumentar com os esforços de governos, setores produtivos e pesquisadores.

O Sistema de Plantio Direto

O SPD foi desenvolvido com o intuito de ajudar os agricultores a reduzir os prejuízos e impactos causados pelo meios comuns de cultivo, estimulando o uso dos resquícios de plantações anteriores como adubo naturais para enriquecer a terra.

É um sistema de produção eficiente e sustentável, uma forma organizada de usar, conjuntamente várias soluções para o campo. Consiste em uma técnica diferenciada de manejo do solo onde o plantio é feito diretamente na terra sem que haja intervenção de tratamentos químicos e invasivos antes da semeadura. Possui como base a utilização dos restos das últimas plantações como matéria orgânica natural para enriquecer o solo.

O Sistema de Plantio Direto se valia de 3 princípios: Revolvimento mínimo do solo, Cobertura permanente e Rotação de culturas.

A Implantação do Sistema

Para implementar o SPD deve-se analisar o histórico da área e seguir os seus 3 princípios fundamentais, são eles:

– Não arar ou gradear o solo;
– Mantê-lo coberto com resíduos vegetais (palha) ou plantas vivas;
– Promover a rotação de culturas.

O processo é simples, mas é importante que se analise o terreno para saber se é apropriado para o SPD e que o acompanhamento de profissional com conhecimento técnico seja explorado. Dessa maneira que o Brasil é líder em produção agrícola sistema de plantio direto, pelo empenho, empreendedorismo e inovação dos agricultores, técnicos e pesquisadores que expandiram a adoção do sistema para todos o biomas.

Para informações mais profundas, recomendamos a leitura do livro¹ ‘Implantação e manejo do sistema plantio direto publicado pela EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que apresenta recomendações técnicas de como implantar e manejar o sistema, com sistematização da lavoura, manejo da fertilidade do solo, planejamento do sistema de rotação de culturas, estrutura de máquinas e toda a assistência técnica e atualização do usuário necessária.

Vantagens versus Desvantagens do SPD

Como citado anteriormente, o SPD consiste num conjunto de práticas agrícolas baseado em três princípios fundamentais: ausência de revolvimento do solo, cobertura do solo e rotação de culturas. Atendidos estes três princípios básicos, a adoção do SPD proporciona uma série de benefícios econômicos, ambientais e sociais. Dessa maneira, existem enormes vantagens sobre o convencional. Tais como:

Controle da erosão do solo;
-Economia e rendimento;
-Segurança climática;
Melhoria da estrutura do solo
-Aumento dos teores de matéria orgânica do solo;
-Redução das perdas de água do solo;
-Redução da variação de temperatura do solo;
-Aumento da atividade biológica do solo;
-Menor número de operação com maquinários;
-Maior controle sobre a época de semeadura;
-Proteção do meio ambiente;
-Flexibilidade no plantio;
-Maior produtividade e menos área cultivada;
-Economia e compactação.

São poucas as desvantagens do Sistema de Plantio Direto comparado às vantagens, mas elas existem e é importante esclarecer que o sistema precisa vir acompanhado das boas práticas associadas a ele. São elas:

-Necessidade de alto conhecimento técnico;
-Dificuldade para eliminar daninhas;
-Problemas de compactação.

Esses dados apenas comprovam que adotar esse sistema é uma solução para a sustentabilidade do campo, sendo positiva para o produtor e para a terra. Possui imp

actos sociais, econômicos, técnicos e ambientais positivos, e significa melhores resultados. Cabe para produtores de pequeno, médios e grande porte nas mais variadas criações e culturas de todo o Brasil, apresentando em pesquisas, resultados favoráveis nos próximos 20 anos, onde a produção deve crescer 23% enquanto a área cultivada apenas 9%.

Referências

¹https://goo.gl/xHptMP
http://blogs.canalrural.com.br
http://www.portalagropecuario.com.br/
https://goo.gl/K8jMyu

 

 

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