De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem (plataforma colaborativa que envolve representantes da Embrapa e da Indústria, além de pesquisadores), em outubro já foram relatadas 25 ocorrências de ferrugem asiática no Brasil, em 3 Estados: Paraná, São Paulo e Mato Grosso. Diante desse cenário, somado à previsão de chuvas intensas, concomitantes ao início do plantio da soja, é essencial que agricultores se planejem no que se refere ao manejo correto e a ações preventivas, a fim de controlarem a doença que pode causar danos irreparáveis à produtividade da soja.

A infecção da ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi que provoca desfolha precoce, compromete a formação, o desenvolvimento de vagens e o peso final do grão. De acordo com dados do Consórcio Antiferrugem, o custo-ferrugem (gasto com fungicidas para controle + perdas de produção) médio é de US$ 2 bilhões por safra no Brasil.

“Diante desse cenário, torna-se fundamental que produtores estejam preparados com as melhores ferramentas de manejo para protegerem sua lavoura, enfatiza Murilo Moreira, gerente de portfólio de fungicidas da Syngenta.

A ameaça representada pela ferrugem asiática

Mais de 40 doenças da soja já foram identificadas no Brasil, porém, a ferrugem asiática, é a doença mais desafiadora, implicando riscos altamente preocupantes à produção. Epidemias da doença são comuns em todo o País, sendo identificada, desde que chegou ao Brasil na safra 2001/02, todos os anos em diferentes níveis de intensidade.

Ironicamente, ótimas condições de clima para o desenvolvimento da cultura da soja são também condições ideais para o estabelecimento da ferrugem asiática. Os esporos do fungo podem ser facilmente disseminados por correntes de ventos a longas distâncias, o que caracteriza uma alta capacidade de dispersão do fungo para diferentes regiões brasileiras. Em termos de potencial de dano, a ferrugem é a doença mais severa e pode causar reduções de produtividade de até 80%.

O uso de fungicidas é a principal ferramenta para controle da ferrugem asiática no Brasil. “A utilização correta das tecnologias possibilita altos níveis de controle da doença de maior impacto na sojicultura brasileira”, conclui Murilo.

 

Fonte: Mais Soja