A colheita do algodão em Mato Grosso já se encaminha para o fim, atingindo mais da metade do total da área plantada – e, com ele, o vazio sanitário se aproxima, isto é, o período em que não pode haver plantas do algodoeiro nas propriedades rurais. Para regulamentar esse período, uma nova legislação está em vigor: a Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016. É para ajudar produtores e seus colaboradores a compreenderem os principais pontos da nova regulamentação que o Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) está lançando a Circular Técnica nº 24/2016.

A IN entrou em vigor em maio deste ano e estabelece alterações nos procedimentos de fiscalização da eliminação dos restos culturais (soqueira) e tigueras durante o período do vazio sanitário, cujo objetivo é quebrar o ciclo de doenças e pragas como o bicudo-do-algodoeiro, considerado praga-chave da cotonicultura brasileira. Para garantir a continuação da cotonicultura em Mato Grosso, o respeito ao período de vazio sanitário é imprescindível, uma vez que o algodoeiro é uma espécie perene, que tende a continuar a se desenvolver mesmo após a colheita.

“A eliminação dos restos culturais do algodoeiro, também conhecida como destruição da soqueira, é recomendada como medida profilática para reduzir a população de pragas e doenças que se desenvolvem nas plantas rebrotadas”, dizem os autores da Circular Técnica.

Entre os principais pontos com mudanças, que podem ser conferidos na publicação, está a alteração do alvo da fiscalização, que passou de planta “viva” para “planta com risco fitossanitário”. Nesta última classificação são consideradas tigueras do algodoeiro acima do estádio V3 (até que a nervura central da quarta folha atinja 2,5 cm) e plantas rebrotadas com mais de quatro folhas por broto ou presença de estruturas reprodutivas.

Confira a publicação completa da IN no link Mais Soja