As exportações brasileiras de carnes devem crescer 8% neste ano e atingir o volume recorde de 7,086 milhões de toneladas. A estimativa é de um estudo elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre o suprimento do mercado interno de carnes, com base nas projeções até o mês passado.

O estudo prevê aumento de 32,4% (mais 161,9 mil toneladas) nas exportações de carne suína, para 661,1 mil toneladas, e de 4,1% (mais 285,3 mil toneladas) nas vendas externas de carne de frango, para 4,510 milhões de toneladas. Já as exportações de carne bovina devem crescer 4,1% (mais 76,1 mil toneladas), para 1,915 milhão de toneladas.

Apesar das dificuldades enfrentadas pelos produtores de aves e suínos, por causa do aumento dos custos de produção, provocado pela alta de preços do milho, as expectativas da Conab são de crescimento das atividades neste ano. O rebanho suíno deve crescer 2,4% e o alojamento de pintos de corte deve aumentar em 3,8%. No caso dos bovinos a projeção é de leve crescimento de 0,5% no rebanho.

No geral a produção brasileira das três principais carnes deve aumentar 2,5% e atingir 26,197 milhões de toneladas. Como a maior parte do avanço na produção deve se destinar a exportação, a Conab prevê aumento de apenas 0,6% no volume destinado ao abastecimento interno. No caso da carne suína a perspectiva é de redução de 2,9% (90,9 mil toneladas) na disponibilidade interna.

A previsão é de queda de 0,2% no consumo per capita, para 93,1 quilos por habitante/ano. No caso da carne suína o consumo deve recuar 3,7% para 14,9 quilos por habitante/ano. O consumo de carne de frango deve aumentar 1,3% para 46,2 quilos por habitante/ano. Na carne bovina a perspectiva é de leve redução de 0,6% para 32 quilos por habitante/ano.