Os principais setores compradores de milho no mercado brasileiro são as indústrias de frango e suínos, porém, estes enfrentam uma alta nas cotações do grão mesmo com o momento de grande oferta, isso acaba elevando os custos com a ração dos animais. A oferta em grande número se deve às volumosas colheitas nos principais estados produtores.

O problema da alta nos preços ao mesmo tempo que a produção é grande está no câmbio, que ocasiona melhores oportunidades para exportação dos grãos brasileiros. A cotação do dólar atingindo o recorde que era de 2002, chegando, nesta sexta-feira (11) aos incríveis R$ 3,87, favorece a exportação do milho. Com a concorrência com a exportação, as indústrias realizam aquisições mais pontuais. Algumas consultorias estimam embarques do país em níveis próximos de recordes.

Ainda assim, a situação dos preços não gera preocupação excessiva nas empresas do setor. “A avicultura está acostumada com esse processo [de volatilidade de preços]“, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins. Ele lembrou também que o Brasil tem “estoques confortáveis” de milho no momento.

Nos últimos três meses, o milho no mercado físico brasileiro acumula alta de 20%, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. No mesmo período de 2014, a queda foi de 19,5% e, em 2013, o recuo foi de 5,6%.

 

As informação são da Gazeta do Povo.