O agronegócio sempre teve um dos papéis de protagonismo na economia brasileira, principalmente em momentos delicados, como crises políticas financeiras, nas quais o setor sempre colaborou para o retorno da estabilidade econômica. Na atualidade não é diferente, o Brasil vive um momento de retração econômica e desânimo da sociedade em relação às possíveis mudanças administrativas. Porém, como dizem alguns especialistas, investir no agronegócio pode ser a saída para a crise.

No ano passado, o país entrou para o grupo dos 10 maiores produtores e exportadores de produtos agropecuários do mundo. Existe grande expectativa de que, através do crescimento das áreas agrícolas, o Brasil seja o maior exportador em uma década. Ou seja, o setor vem crescendo em larga escala e necessita cada vez mais de material e mão-de-obra especializada que acompanhe esse crescimento.

Esse é um dos pontos que o especialista em agribusiness e consultor econômico, Flávio Roberto de França Junior, toma como norteadores para o sucesso do crescimento agropecuário no país. “Temos clima, áreas, tecnologia e povo trabalhador. O que nos falta basicamente são três coisas: infraestrutura, política de renda para os produtores e planejamento de longo prazo”, acredita o consultor.

França Junior destaca algumas das profissões que podem acompanhar o crescimento do setor, a partir de sua consequente especialização, são profissionais nas áreas de tecnologia agrícola, gestão ambiental, zootecnia, agronomia e engenharia de alimentos. Segundo ele, “[estes] só ficam desempregados se quiserem”. Além do mercado imobiliário rural, que acompanha essa evolução e cresce a cada ano.

Outro fator importante para lembrar quando falamos de crescimento do agronegócio, é a possibilidade de crescimento dos setores em torno da produção agropecuária propriamente dita. Para acompanhar o ritmo das lavouras e dos pastos, sempre haverá empresas que atuam de forma direta ou indireta na produção de insumos, alimentação e saúde animal, implementos e máquinas agrícolas. Sem falar das atividades beneficiadas pós produção, como o armazenamento, escoamento, beneficiamento, industrialização, distribuição e a exportação.

– Há empregos de toda a sorte, para quase todas as categorias profissionais, baseados nos seguintes alicerces: gestão x produção x industrialização x distribuição – resume França Junior.

As oportunidades estão aí, o momento é de planejar e se especializar para acompanhar o crescimento do setor, e, para isso, França Junior ressalta duas características que os profissionais da área devem possuir para o sucesso nos negócios:

1. Disposição para morar em cidades médias e pequenas do interior: apenas uma pequena parte dos empregos do agro está localizada nas grandes cidades, e, mesmo assim, predominantemente na área de tecnologia e serviços.

2. O agro precisa de especialização: seja a nível técnico, a nível de graduação ou de pós-graduação, como todos segmentos da economia brasileira.

“Com esses dois elementos básicos, mais uma boa dose de interesse e iniciativa, as oportunidades se multiplicam, os salários estão em expansão e a rapidez de crescimento nas carreiras é impressionante. E será com essa mentalidade e essa dinâmica, que o agro brasileiro buscará no futuro a liderança mundial.”