Depois dos últimos cortes estabelecidos pela equipe econômica, o novo orçamento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento começa a se desenhar. A secretaria-executiva fixou nesta segunda-feira (3), uma redução de 15%, equivalente a R$ 56,5 milhões, na contratação de bens e serviços e despesas com a concessão de diárias e passagens. O corte recaiu sobre todas as áreas do ministério – do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) ao gabinete da ministra Kátia Abreu.

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) ficou com o maior volume de recursos para gastos, de R$ 115,1 milhões. A Secretaria de Defesa Agropecuária terá disponíveis R$ 48,9 milhões e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) R$ 67,042 milhões, dois orçamentos consideráveis.

Os ajustes, por enquanto, chegaram apenas aos gastos de custeio, mas devem alcançar programas e investimentos do ministério, serviços de apoio administrativo e operacional, locação de imóveis e veículos, terceirização, serviços de consultoria, auditoria externa, etc. A exceção deverá ser a defesa agropecuária, que, segundo a ministra, não sofrerá cortes.

Nesta terça-feira (4), o Ministério do Planejamento determinou mais limites para ministérios e para o empenho de emendas individuais. Pela portaria do Planejamento, o ministério da Agricultura terá R$ 293,3 milhões para despesas obrigatórias com benefícios a servidores. Esse é um dos limites mais elevados da Esplanada, atrás apenas dos ministérios da Fazenda (R$ 382,7 milhões), da Educação (R$ 2 bilhões), da Previdência Social (R$ 418,9 milhões), da Saúde (R$ 946,2 milhões) e da Defesa (R$ 4,17 bilhões).

 

Fonte: Canal Rural