A recente e constante alta no dólar tem contribuído com a antecipação da venda da safra no Brasil, principalmente da cultura da soja. A moeda norte-americana, que nesta segunda-feira (24) chegou ao pico de R$ 3,55, está mais forte e garante a sustentação dos preços agrícolas. As informações são do Estadão Conteúdo.

Uma das consequências positivas dessa venda antes da hora é a possibilidade do produtor adiar, ou até mesmo evitar, a contratação de crédito de comercialização – garantia que agricultores e cooperativas têm para manter a renda na época de queda dos preços, permitindo o armazenamento da safra até que os preços subam.

Porém, com a alta da moeda norte-americana, os agricultores estão realizando a venda antecipada, aproveitando o momento bom nos preços da soja. A busca por linhas de crédito vem caindo desde o início da elevação do dólar, ainda em 2014. O Banco do Brasil informa que, apenas em julho, primeiro mês da safra 2015/16, as contratações de crédito rural caíram cerca de 71%.

A venda antecipada, além de oferecer renda para o produtor aplicar no próximo ano, contribui para o travamento dos preços. O secretário de Política Agrícola do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), André Nassar, vê como algo positivo a redução das contratações de crédito. “O crédito de comercialização não precisa ser crescente. No melhor dos mundos, o mercado está tão remunerador que o produtor praticamente não precisa contratar crédito de comercialização”, explica Nassar.

Compartilhe esse post!