Segundo informações do instituto norte-americano AccuWeather, as previsões em relação ao El Niño começaram a mudar a partir da intensificação do fenômeno. A previsão agora é a de que o El Niño será o mais forte dos últimos 50 anos. Segundo a meteorologista sênior do instituto, as previsões indicam ainda que o fenômeno poderia durar até o verão de 2016 na América do Sul e primavera do ano que vem na América do Norte.

– O El Niño apresentou uma força estável ao longo do último mês e agora está se aproximando para ganhar ainda mais resistência. Há uma convicção crescente de que esse será um dos mais fortes dos últimos 50 anos, e o fenômeno atinge seu pico, normalmente, durante o período de dezembro a fevereiro – disse Brett Anderson, meteorologista do AccuWeather.

Para o Brasil, os primeiros efeitos já estão sendo sentidos: o excesso de chuvas na região Sul do país e as previsões de mais precipitações intensas nos próximos dias. Afinal, este é o primeiro inverno brasileiro sob influência do El Niño em mais de meia década.

– O El Niño, nesse período do ano, tem o efeito de bloquear a passagem de frentes frias no sul do Brasil, ou seja, elas avançam, mas não conseguem sair com tanta rapidez. Então, elas ficam estacionadas, atuando na mesma região por vários dias consecutivas, gerando altos volumes de precipitação ­– explica a meteorologista Estael Sias, do portal Metsul.

E associado ao El Niño, há ainda, segundo Estael, a atuação de um outro fenômeno – a Oscilação Madden-Julian (OMJ) – que é uma instabilidade de ciclo de 30 a 60 dias e gira todo o globo terrestre e que deve coincidir sua passagem pelo sul da América do Sul nos próximos dias.

Assim, o quadro para os próximos meses é preocupante para a agricultura, principalmente durante o inverno nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O frio deve vir em curtos períodos e o excesso de chuvas exige atenção. Entre agosto e setembro, com a chegada da primavera, os temporais devem se intensificar. Um cenário semelhante poderá ser sentido ainda no sul de Mato Grosso do Sul.

 

Fonte: Notícias Agrícolas

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