Especialistas de mais de 30 países estarão reunidos em Brasília, nesta semana, para participar do Congresso Mundial sobre Sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (WCCLF2015). O encontro tem como principal objetivo identificar os avanços e trocar experiências sobre a produção integrada pelo mundo, tanto em regiões tropicais, como o Brasil, como em áreas temperadas.

O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Lopes, destaca que a integração é a promessa do futuro, principalmente por causa das mudanças climáticas, que vão exigir sistemas de produção cada vez mais resistentes.

– Nós sabemos que esses sistemas deverão prevalecer no futuro, em função da necessidade de a gente usar nossa base de recursos naturais de uma maneira mais intensa. Por exemplo no Brasil, a implantação do código florestal nos exige usar mais as áreas que já estão abertas pra que a gente evite a ampliação de áreas, especialmente sobre aqueles ambientes protegidos pelo código florestal – explica Lopes.

Experimentos da Embrapa confirmaram que a integração lavoura-pecuária em fazendas de soja aumentou a produtividade da safra em 5 sacas por hectare, em média, e pode reduzir os custos com fertilizantes em cerca de 50%. A entidade usa exemplos como esse para provar aos produtores que a integração é, sim, um bom negócio.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrado, Lourival Vilela, o modelo pode ser adotado em propriedades de qualquer porte, até mesmo pela agricultura familiar. Ele explica que a parceria entre os produtores é fundamental para reduzir os custos de implantação do sistema.

– O custo maior para esse produtor de grão que está entrando na pecuária é aquisição de animais. Para o produtor, para o pecuarista, eles têm dois caminhos a seguir: ou ele passa a investir em aquisição de máquinas, mas uma alternativa interessante, que a gente já tem acompanhado, é a parceria entre o pecuarista e o produtor de grão – afirmou Vilela.

 

Fonte: Canal Rural

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