A recente valorização do dólar norte-americano frente ao real deve impulsionar as exportações de milho no Brasil. Segundo um estudo da consultoria INTL FCStone, a estimativa é de até 26 milhões de toneladas de milho exportadas ao fim da safra 2014/15, equiparando ao recorde de 2013.

– As exportações de milho, que são concentradas no segundo semestre com a entrada do produto da safra de inverno no mercado, estão no foco dos investidores, principalmente nesse momento de dólar mais fortalecido – avalia a analista de milho da INTL FCStone, Ana Luiza Lodi.

O milho brasileiro pode inclusive abarcar parte das exportações do cereal norte-americano, e essa já é uma preocupação presente nos Estados Unidos, que sãos os maiores exportadores mundiais do cereal. O estudo da FCStone faz uma comparação entre a exportação do grão produzido em Sorriso (MT) e o originado no Estado de Illinois (EUA) para o mesmo destino: com uma taxa de câmbio acima de R$ 3,17, as exportações brasileiras do grão para o Japão, o principal importador global, ficam mais competitivas do que as dos Estados Unidos.

Segundo o estudo, a melhora significativa na competitividade internacional abre espaço para dois cenários: o primeiro, que já vinha sendo estimado, com volume total de 21 milhões de toneladas; já o segundo, mais otimista, seria de 26 milhões de toneladas, valor próximo ao recorde verificado em 2013.

Dados divulgados esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que os embarques do cereal somaram 136,8 mil toneladas no mês, alta de 48,7% ante o volume embarcado em junho do ano passado. Em relação ao mês anterior, a alta foi de 235,6% (38,8 mil toneladas).

Fontes: Canal Rural | Exame