Mesmo sem registro da doença no Brasil, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) distribuiu aos estados e produtores uma nota com recomendações para a redução do risco de introdução do vírus influenza aviária (IA) por aves migratórias. A medida foi tomada em decorrência de casos da gripe aviária nos Estados Unidos e pelo início do período de migração de aves do Hemisfério Norte para o Hemisfério Sul.

Casos de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) já foram registrados, em 2015, nos Estados Unidos, no Canadá e no México. No ano passado, a doença foi detectada em aves de fundo de quintal e criações comerciais de diversos estados norte-americanos.

Para manter a doença longe do território brasileiro, as medidas de proteção incluem:

– implantação de telas anti-pássaros nos galpões de criação;

– cercas de isolamento ao redor dos núcleos e galpões;

– impedir a circulação de animais domésticos no interior dos núcleos dos estabelecimentos de criação;

– controle e registro de trânsito de veículos e de acesso de pessoas aos estabelecimentos;

– procedimentos de desinfecção de veículos na entrada e na saída do estabelecimentos;

– limpeza e desinfecção dos galpões após a saída de cada lote; e obrigatoriedade de utilização de roupas e calçados limpos.

Com o objetivo é reforçar as medidas já implementadas para prevenção da introdução do vírus nos aviários brasileiros, aos Serviços Veterinários Oficiais (SVOs), o Mapa recomenda que desenvolvam ações de educação sanitária e avaliação clínica e epidemiológica nas propriedades com aves, além do treinamento de Grupos de Emergências Estaduais.

 

Criadores

Os criadores de aves, comerciais ou não, devem reforçar as boas práticas e cuidados de biossegurança, evitando o contato com outras aves e também com aves silvestres. Qualquer ocorrência de mortalidade anormal ou doença com sinais compatíveis com a influenza aviária devem ser notificados ao Serviço Veterinário Oficial da unidade da Federação.

Já os casos suspeitos de infecção de humanos por vírus da influenza aviária devem ser notificados imediatamente à vigilância epidemiológica da secretaria do município, estado ou diretamente ao Ministério da Saúde.

 

Empresas

O setor produtivo deverá restringir a entrada de veículos, que deverão ser limpos e desinfetados antes do ingresso nas granjas. As empresas também deverão intensificar o controle de pragas, entre roedores e insetos, e a orientação aos trabalhadores quanto às medidas de biossegurança em geral e para o manuseio de animais doentes.

Todos os eventuais casos de síndrome respiratória grave entre trabalhadores deverão ser notificados aos serviços oficiais de saúde pública.

 

Público geral

Ao público em geral, a recomendação é evitar contato com aves silvestres ou domésticas doentes ou encontradas mortas. Caso isso ocorra, deve-se lavar bem as mãos com água e sabão e trocar as roupas antes de qualquer contato com aves sadias.

 

Fonte: Avicultura Industrial