A produção de etanol no Brasil cresceu 4% em 2014 e atingiu 28,6 bilhões de litros, superando o recorde de 27,9 bilhões de litros registrado em 2010, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), em relatório intitulado “Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis”, divulgado no fim do mês de maio.

De acordo com a EPE, o incremento, o terceiro consecutivo, deveu-se ao baixo preço internacional do açúcar, que levou o produtor nacional a direcionar a maior parte da produção de cana-de-açúcar para a fabricação de álcool; à liberação de recursos públicos para o setor sucroenergético, e às expectativas de aumento do porcentual de anidro na gasolina, que acabou ocorrendo em março deste ano.

Do total de etanol produzido em 2014, 16,9 bilhões de litros foram de hidratado e 11,7 bilhões de litros, de anidro. Além disso, as unidades produtoras trabalharam com estoques mais amplos de álcool, visando segurar a oferta para comercialização na entressafra a preços mais remuneradores. Na passagem de 2014 para 2015, as reservas declaradas eram de 9,3 bilhões de litros, 27,4% mais na comparação anual e 43% superior à média observada entre 2008 e 2013.

Ainda segundo a EPE, houve aumento da venda de energia elétrica via cogeração, quando se utiliza a biomassa da cana, como palha e bagaço, para produzir eletricidade. As usinas termelétricas que utilizaram essa biomassa registraram, no ano passado, um aumento de 17% na entrega de energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em relação a 2013.

Quanto ao biodiesel, a EPE informou que foram consumidos 3,4 bilhões de litros no ano passado (+16,7%). Desde 2005, ano de introdução do Programa de Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), até dezembro de 2014, já foram produzidos e consumidos 17 bilhões de litros deste biocombustível, de acordo com a EPE.

A Análise de Conjuntura dos Biocombustíveis foi desenvolvida com base em dados de diversos outros órgãos e entidades, como os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Agricultura, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Fonte: Jornal do Comércio