O Brasil registrou em 2015 mais de 150 casos de mormo em 12 estados, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Rio Grande do Sul já apresentaram casos da doença este ano.

O último foi registrado em Rolante (RS) nesta terça-feira, dia 03. Com o aparecimento do mormo no estado gaúcho, a circulação de equinos no Rio Grande do Sul só será possível com a apresentação do exame negativo para a doença. Caso contrário, a Guia de Transporte Animal (GTA) não será emitida. Na semana passada, uma suspeita em Montes Claros (MG) colocou a região em alerta.

Como comparativo, o Mapa contabilizou 202 registros de mormo em território brasileiro no ano de 2014. Roraima (um caso); Rondônia (oito casos); Pará (seis casos); Mato Grosso (18 casos); Goiás (um caso); São Paulo (26 casos); Paraná (dois casos); Minas Gerais (sete casos); Espírito Santo (quatro casos); Bahia (sete casos); Sergipe (um caso); Alagoas (um caso); Pernambuco (95 casos); Paraíba (10 casos); Rio Grande do Norte (cinco casos); e Ceará (10 casos).

A doença

O mormo ou lamparão é uma doença infectocontagiosa dos equídeos, causada pela bactéria Burkholderia mallei, que pode ser transmitida ao homem e também a outros animais. Os sintomas mais comuns são a presença de nódulos nas mucosas nasais, nos pulmões, gânglios linfáticos, catarro e pneumonia. A forma aguda é caracterizada por febre de 42ºC, fraqueza e prostração; pústulas na mucosa nasal que se transformam em úlceras profundas com uma secreção, inicialmente amarelada e depois sanguinolenta; intumescimento ganglionar e dispneia.

A contaminação do animal pode se dar pelo contato com material infectante (pus, secreção nasal, urina ou fezes). A bactéria penetra por via digestiva, respiratória, genital ou cutânea (por lesão). O germe cai na circulação sanguínea e depois alcança os órgãos, principalmente pulmões e fígado. O mormo se apresenta de forma crônica ou aguda. Os animais suspeitos devem ser isolados e submetidos à prova complementar de maleína, sendo realizada e interpretada por um veterinário do serviço oficial. A mortalidade dessa doença é muito alta.

Em caso de mormo, o produtor deve realizar as seguintes medidas: notificação imediata à Defesa Sanitária; isolamento da área da infecção e isolamento dos animais suspeitos; sacrifício dos que reagiram positivamente à mesma prova de maleína; cremação dos cadáveres no próprio local e desinfecção de todo o material que esteve em contato com eles; desinfecção rigorosa dos alojamentos; suspensão das medidas profiláticas somente 120 dias após o último caso constatado.

Fonte: Canal Rural