O poder da INFORMAÇÃO! Além de melhorar a gestão de processos e automatizar a coleta de dados, a Tecnologia da Informação (TI) aplicada à agricultura certamente irá revelar verdades e quebrará mitos da agronomia convencional. O cruzamento de informações de manejo e solo já revelam informações riquíssimas e as técnicas de taxa variável permitem que os produtores, através de análise dos mapas e informações, elaborem novas estratégias de manejo, buscando melhorar a eficiência da aplicação de recursos.

Um exemplo disso é o crescimento dos mapeamentos dos parâmetros químicos do solo, como fósforo, potássio e acidez do solo, com resultados extremamente positivos. A “MOÇA BONITA” da Agricultura de Precisão, a TAXA VARIÁVEL DE FERTILIZANTES E CORRETIVOS, quando bem realizada, tem equilibrado solos e adubações e levado à quebra de recordes de produtividade, com aumento de produção média anual na ordem de 5 a 10% (Figura 1).

A TAXA VARIÁVEL DE SEMENTE, uma nova tecnologia que começa a ser aplicada nas lavouras, tem também grande potencial, pois permite a soma de tecnologias na mesma área (semente e adubo variáveis), aumentando a eficiência de produção e potencializando os resultados. Um exemplo disso são as taxas variáveis na população de milho de alto valor agregado, dentro e fora de áreas irrigadas, sendo possível otimizar a adubação nitrogenada nas áreas de maior população (Figura 2). Os primeiros trabalhos apontam incrementos de produtividades de até 20% na produção, sem falar da eficiência no uso da semente de alto valor agregado.

Outra ferramenta que vem ajudando a desvendar os “MISTÉRIOS DAS LAVOURAS” são os mapas de colheita, usados para gerar informações sobre a produtividade, armazenando dados georreferenciados durante a operação de colheita. Os mapas de colheita são excelentes ferramentas para a identificação de problemas, localizando zonas problemas, passíveis de uma melhor investigação. Entretanto, os mesmos são resultado da combinação de mais de 50 fatores de produção e sempre irão necessitar de análises complementares. Exemplo é a Figura 3, onde observa-se uma falha na irrigação com formação de anel interno de baixa produtividade. Já na Figura 4, um mapa de colheita de soja com 4300 hectares, observa-se várias zonas de baixa produção associadas a diversos fatores: cultivar, época de plantio, falha de plantio, tipo de solo e até mesmo fertilidade. Sendo assim, a cada 10 mapas de colheita, apenas 1 está totalmente relacionado a fertilidade, fazendo com que ainda haja a necessidade de coletas de solo para otimização da adubação independente do uso de mapas de colheita.

O grande ponto é que, mesmo tendo máquinas, se o produtor não souber tomar a decisão correta, ele não vai acertar. Ao lado da tecnologia, é sempre preciso gestão por pessoas capacitadas.

Assim, certamente, em breve teremos a criação de um novo setor dentro das fazendas chamado de SETOR DE TECNOLOGIA DE INFORMAÇÕES, com serviço exclusivo de coletar dados e gerar informações, com influência DIRETA nas tomadas de decisão TÉCNICAS, OPERACIONAIS E FINANCEIRAS! Independentemente do tamanho do negócio agrícola. Pequeno, médio ou grande produtor, todos terão a necessidade de criar seus próprios bancos de informações dentro de seus empreendimentos.