Durante ato realizado em Roma, semana passada, representantes da União Europeia (UE) e da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediram que a mudança climática seja combatida de maneira global e sem excluir os agricultores desse processo.

Na ocasião, ambas as partes se comprometeram a seguir trabalhando para conseguir um acordo entre todos os países na cúpula climática das Nações Unidas, prevista para acontecer em Paris, no final deste ano. O encontro tem como objetivo reduzir as emissões de gases do efeito estufa e limitar o aquecimento global a um máximo de dois graus centígrados.

O diretor de Clima da FAO, Martin Frick, ressaltou a necessidade de que a luta contra a mudança climática esteja unida ao combate da pobreza para ajudar os países em vias de desenvolvimento, que em alguns casos resistem a reduzir suas emissões por estarem em processo de transformação econômica.

“A mudança climática não pode ter um impacto na segurança alimentar”, disse Frick, que acrescentou que é preciso incluir os agricultores nas negociações para chegar a um pacto.

Por sua vez, o responsável de Cooperação Internacional da Comissão Europeia (CE), Roberto Aparicio, destacou a importância de impulsionar a adaptação dos pequenos agricultores à mudança climática para lutar ao mesmo tempo contra a pobreza. Aparicio disse também que, entre 2014 e 2020, a Comissão destinará 8 bilhões de euros a 60 países para melhorar sua agricultura e sua segurança alimentar.

Os líderes da UE objetivam reduzir em pelo menos 40% as emissões de gases do efeito estufa até 2030, e que essa diminuição alcance 80% em 2050.

Fonte: Revista Globo Rural