Ao final da safra de soja 2014/15, o Brasil bate mais um recorde, supera os 95 milhões de toneladas, e o agronegócio se mostra mais uma vez como sustentáculo da economia nacional. Os números impressionam ainda mais se observarmos que a área plantada aumentou menos de 4%, confirmando a pujança, competência e profissionalismo do produtor nacional. Ainda que com custos cada vez maiores – na região sul girando em torno de R$ 2.400,00/ha -, péssimas condições de escoamento e gargalos logísticos históricos, políticas agrícolas ultrapassadas e pouco apoio político, estes abnegados homens e mulheres do campo seguem mostrando seu valor e alimentando o país e o mundo.

No Rio Grande do Sul, a situação não é diferente. Com uma safra recorde, superando os 15 milhões de toneladas em uma área de aproximadamente 5 milhões de ha, os produtores comemoram os resultados obtidos. Ainda assim, a euforia inicial causada pelas chuvas regulares no ciclo de desenvolvimento da planta deu lugar à apreensão e ao medo, com a seca que atingiu diversas regiões na fase reprodutiva da lavoura – a mais crítica para definirmos potencial produtivo. Algumas áreas ficaram mais de 30 dais sem chuva. Neste momento, foi fundamental a alta tecnologia empregada, e o know-how do nosso produtor permitiu superar mais este empecilho e finalizar a safra com média próxima aos 50 sacos por hectare.

Esse resultado credencia nosso estado como fundamental na produção da oleaginosa, inclusive em regiões outrora consideradas marginais neste cultivo – como a região sul, fronteira oeste e campanha gaúcha – e hoje são tidas como a nova fronteira agrícola do Brasil. Em um curto espaço de tempo, podemos ter um incremento de mais de 500 mil hectares de soja advindas da metade sul do RS, o que representaria um incremento de até 1,5 milhões de toneladas na produção estadual.

Essas áreas, relativamente próximas ao porto de Rio Grande e com boa capacidade produtiva, ainda carecem de mais estudos, experimentação e tecnologia aplicada, mas os resultados obtidos nos últimos anos comprovam: a cultura da soja na metade sul do RS veio para ficar. E na rotação com o arroz e a pecuária, vai aquecer e capitalizar a economia da região, e contribuir cada vez mais para que novos recordes sejam atingidos e paradigmas superados.Essas áreas, relativamente próximas ao porto de Rio Grande e com boa capacidade produtiva, ainda carecem de mais estudos, experimentação e tecnologia aplicada, mas os resultados obtidos nos últimos anos comprovam: a cultura da soja na metade sul do RS veio para ficar. E na rotação com o arroz e a pecuária, vai aquecer e capitalizar a economia da região, e contribuir cada vez mais para que novos recordes sejam atingidos e paradigmas superados.

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