O Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, no Rio Grande do Sul, foi palco da final do Bocal de Ouro na manhã deste domingo, dia 12. A competição, classificatória dos animais inéditos do Freio de Ouro, foi marcada por muita emoção.

Com a pontuação de 21,615, Jotace Utopia garantiu o primeiro lugar e a vaga para a maior disputa da raça no Brasil. O animal, da Cabanha Jotace, de Uruguaiana (RS), foi montado por Raul Lima. Em segundo lugar ficou a égua Alma Gêmea Cala Bassa, seguida por AS Malke Safira e Quentucha do Aipo.

Na categoria machos, o grande campeão foi o cavalo JÁ Libertador, da Fazenda Santa Edwiges, de São Lourenço do Sul (RS), com 21,084 pontos. O animal foi conduzido por Milton Castro. O segundo lugar ficou com PO Bandidazo, seguido de Facon do Capão Redondo e Las Callanas Mil Razones TE.

Jotace Utopia é irmã da égua Jotace Tranca, vencedora do Freio de Ouro em 2014. Para o proprietário da cabana, João Cantarelli, a vitória é resultado de um projeto de anos do criatório que começou a dar resultado. Sobre o animal, destacou a capacidade de Utopia nas pistas que, mesmo em sua segunda prova corrida, chegou em primeiro lugar. Ele também destaca que o Bocal de Ouro é de grande importância para ingressar no Freio de Ouro:

– O desempenho dela é fora de série. É uma égua que correu a segunda prova, desde o começo vem sendo vitoriosa, cada vez mais aumentando seu desempenho funcional em pista e superando nossas expectativas. Quem vive disso, deve se esforçar para se mostrar no meio. O Bocal de Ouro é uma grande vitrine. Estamos muito felizes! – comemora.

JÁ Libertador era o animal mais novo entre todos que estavam na competição, tanto fêmeas quanto machos. Com apenas três anos e meio de idade, garantiu a primeira colocação e surpreendeu positivamente o proprietário de Santa Edwiges, José Antônio Anzanello. Anzanello também reforça a importância do Bocal:

– É uma classificatória difícil, pois são animais jovens e sem experiência de provas. Vimos aqui um altíssimo nível em todos os animais. Ficamos surpresos e orgulhosos do nosso cavalo – vibra.

Para os jurados, o alto nível que se esperava dos competidores foi confirmado. Segundo Eduardo Móglia Suñe, um dos responsáveis pelo julgamento das fêmeas, a competição mostrou mais uma vez a evolução da raça crioula em pista.

– Foi uma prova muito competitiva e de alto nível, com muitos animais em condições de alcançar os primeiros postos, o que não é surpresa, já que sabemos que o Bocal de Ouro é sempre muito forte – observa.

– A raça teve muitos avanços e tudo se deve a qualidade na genética dos animais, e também ao aperfeiçoamento dos ginetes – salienta o jurado Jorge Demiate Júnior.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), José Luis Laitano, destaca que mais uma vez o Bocal de Ouro serviu de parâmetro para mostrar a evolução da raça crioula, além de apontar possivelmente grandes favoritos para a final, que ocorrerá em agosto, durante a Expointer. Nos últimos seis anos, dez animais selecionados pela classificatória de inéditos ficaram nas três primeiras colocações do ciclo.

– É uma prova de animais jovens que demonstram suas habilidades e suas virtudes e que potencialmente são favoritos na final do Freio de Ouro. Quando os novos têm mais chance, é um sinal de que a raça vem melhorando a cada ano, com todo o profissionalismo dos ginetes e criadores – afirma.

O ginete destaque da categoria fêmeas foi Raul Lima, e para os machos, a notoriedade foi para Ricardo Wrege.

A próxima classificatória ocorre em Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, de 07 a 10 de maio.

Fonte: Canal Rural