As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram o maior patamar de representatividade nas vendas externas totais do Estado. Segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), no primeiro trimestre a receita cambial do agronegócio ficou em US$ 1,8 bilhão, alta de 16,5% ante os três primeiros meses do ano passado. Com isso, o setor passa a responder por 32% da receita cambial total do Estado.

O recorde anterior era de 29%, conquistados em 2009. O café segue com o principal produto exportado do agronegócio mineiro, devido principalmente ao aumento de preços. A receita cambial com as vendas externas da commodity de janeiro a março foi de US$ 1 bilhão, aumento de 40% frente aos três primeiros meses de 2014. O volume ficou estável na mesma base de comparação, com embarques de 1,7 milhão de sacas, enquanto os preços praticados foram de US$ 209,63 a saca ante US$ 149,76/saca do primeiro trimestre de 2014. As vendas da commodity representaram 57,7% das exportações do agronegócio estadual.

“A atratividade dos preços do café se mantém para os próximos meses devido à desvalorização do real. Outro motivo para o cenário positivo é a perspectiva de valorização dos preços em função de redução da safra devido às intempéries climáticas”, disse o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez.

Já as vendas externas do complexo carnes atingiram US$ 176,5 milhões de receita cambial de janeiro a março, com representatividade de 9,7% das exportações totais do agronegócio. Na sequência ficaram o complexo sucroalcooleiro, com fatia de 9,6%, somando US$ 174,9 milhões; produtos florestais (representatividade de 8,6% e receita de US$ 157,5 milhões) e complexo soja, com representatividade de 7,2% e receita cambial de US$ 130,9 milhões. Os principais países importadores do agronegócio mineiro, no primeiro trimestre, foram Alemanha (13,9%), Estados Unidos (11,8%), China (8,8%), Itália (7,8%) e Japão (7,1%).

Fonte: Globo Rural