A adubação nitrogenada é importante para potencializar a produtividade do milho safrinha, que se tornou a principal cultura de outono/inverno no Brasil – ela é semeada após a soja em estados como Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo. Mas para obter a máxima eficiência do fertilizante nitrogenado, é preciso determinar o momento certo para a aplicação, além de adotar técnicas e tecnologias de adubação mais práticas, eficientes e menos honerosas.

Como segunda opção da maioria dos produtores rurais, o milho é mais, ou menos plantado, conforme as condições de comercialização no mercado. Mas de forma geral costuma ocupar áreas menores que as da soja. É por isso que a necessidade de tornar essas lavouras mais produtiva é uma preocupação constante entre os agricultores.

Boa parte deste processo se dá pela nutrição das plantas. Um dos macronutrientes mais importantes que a cultura precisa é o nitrogênio – ele tem papel fundamental no metabolismo vegetal, por participar diretamente na biossíntese de proteínas e clorofilas. Só que ele se encontra em quantidades insuficientes na maioria dos solos brasileiros, tornando a correta adubação essencial para o bom desenvolvimento da lavoura.

O manejo com a adubação em cobertura é o método mais comum entre os produtores rurais, mas novas tecnologias vêm surgindo no mercado. Há quatro anos, por exemplo, o produtor rural Nelson Schreiner, de Itapeva, no sudoeste paulista, optou pela adubação com nitrogênio líquido em sua propriedade.

– Com o adubo normal, todo mundo sabe, a gente perde muito. A não ser naqueles dias em que está chovendo, está nublado, se não a gente perde mesmo. Mas em uma área grande é ruim, pois temos que aplicar o tempo inteiro. – conta Schreiner.

Com a orientação de um engenheiro agrônomo, foi definido o período certo para a aplicação:

– Nós conseguimos fazer uma pulverização no momento de maior demanda da cultura do milho, que é a partir de V10 até o pré-pendoamento – ou seja, atingimos realmente a necessidade da planta neste momento de maior demanda. – destaca Fabrício Oliveira, engenheiro agrônomo.

Por estar em forma líquida e em uma composição que faz o nutriente se fixar nas folhas, a liberação do nitrogênio é gradativa e acontece por um período mais prolongado. Embora a absorção seja praticamente imediata.

– Dentro da planta, 70% deste produto que você aplicou é liberado e imediatamente já entra no metabolismo. Os outros 30% são moléculas um pouco maiores que demoram a digestão dentro da célula, fazendo com que essa liberação demore até três semanas. Ou seja: 100% do produto foi aplicado, absorvido, e vai ser liberado em três semanas, que é o estágio que nós precisamos do nitrogênio dentro da planta trabalhando. – explica o engenheiro agrônomo.

Outra vantagem dessa nova tecnologia em adubação é a otimização das operações agrícolas – isso porque a aplicação do nitrogênio líquido via folha deve ser feita junto com a pulverização de outros defensivos. Significa que não é preciso criar outra operação entrando com máquinas e implementos pesados na lavoura, que acarretam em mais horas de trabalho, mais gastos com combustível e maior compactação do solo.

– Nós vamos aproveitar uma carona na aplicação dos fungicidas. Um produto que, como é de alta tecnologia, que não sofre evaporação, vai ajudar também na retenção não só do nitrogênio, mas como dos próprios defensivos que você está aplicando junto. – ressalta Fabrício Oliveira.

A logística de transporte e armazenagem do produto também muda, e resulta em redução de custos.

Por estar disponível nas doses adequadas e no momento certo, o uso da adubação líquida do hidrogênio evita requeimas, e garante também maior produtividade. As folhas se mantém sadias e verdes por um tempo mais prolongado. E o enchimento dos grãos acontece de forma mais eficiente.

– Hoje nós temos ganhos de 20% a 30% de produtividade, justamente por estar nutrindo a planta quando ela precisa. – conclui o engenheiro agrônomo.

Fonte: Canal Rural

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