Estudo realizado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), em conjunto com pesquisador da Universidade de Brasília, aponta uma valorização média de 308% entre 2002 e 2013. Em termos comparativos, a taxa de inflação dada pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 121,9% no mesmo período.

A terra representa no Brasil 70,5% do valor dos bens existentes nos estabelecimentos agropecuários. Os demais valores são distribuídos em prédios, instalações e benfeitorias, lavouras permanentes e temporárias, matas e outros bens, como veículos, máquinas e animais.

Segundo José Gasques, da AGE, um dos autores do estudo, cerca de 60% do valor das terras do país encontram-se em estabelecimentos acima de 200 hectares; estes somavam 252,4 mil estabelecimentos no Censo de 2006 e representam 5,0% do total dos estabelecimentos levantados pelo IBGE.

O estudo concluiu que a produtividade agrícola tem forte correlação com o preço de terras de lavouras e de pastagem. Assim, o aumento da produtividade agrícola pode estimular a demanda de terra, como também arrefecer uma eventual pressão sobre o aumento do preço. Os preços dos produtos agrícolas, expressos pela relação de trocas da agricultura também forçaram a tendência crescente dos preços de terras de lavouras e de pastagens.

Por fim, o crédito rural, especialmente o de investimento tem sido um dos fatores que têm contribuído para a valorização de terras no Brasil. O estímulo ao crédito de investimento através de programas e políticas específicas foi essencial para a elevação do preço de terras e para sua valorização.

Fonte: MAPA