Primeiro estudo nacional feito em parceria por Agência Nacional de Águas (ANA) e Embrapa Milho e Sorgo traça o mapa da irrigação com pivôs centrais. Os dados, obtidos a partir de análise de imagens de satélite e também da observação feita por técnicos, permitirão melhor planejamento, fiscalização e treinamentos para a atividade.

– É possível ter, de forma mais precisa, o cálculo da demanda de água. Também conseguimos cruzar essa informação com as outorgas e ver qual o nível de regularização dos equipamentos – explica Thiago Fontenelle, especialista em Recursos Hídricos da ANA.

Em 2013, ano a que se referem as informações coletadas, a área irrigada com esse sistema chegou a 1,18 milhão de hectares no Brasil, 32% maior do que a registrada em 2006 pelo censo agropecuário do IBGE. O número de equipamentos chegava a 17,87 mil.

Pelo mapa traçado, quase 80% da área ocupada por pivôs centrais no país está concentrada em quatro Estados: Minas Gerais (31%), Goiás (18%), Bahia (16%) e São Paulo (14%). O Rio Grande do Sul fica em quinto lugar (6,4%). Tinha 1,11 mil equipamentos em uso, em uma área de 76,08 mil hectares.

– Há uma relação dessa concentração com o grande número de indústrias de equipamentos nessas regiões. Além de características topográficas específicas – completa Fontenelle.